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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vitamina D traz resultados positivos na prevenção de doenças

Fundamental para a saúde e fácil de ser adquirida, a vitamina D pode prevenir inúmeras doenças. Sua reposição não depende de muito esforço, bastando ficar exposto ao sol, em média, 20 minutos por dia.

Cícero Coimbra, neurologista e professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), realiza pesquisas sobre os benefícios da vitamina D nos casos de esclerose múltipla.

“Durante as pesquisas, pude perceber que a maioria das pessoas que tem o problema está com níveis de vitamina D inferiores aos da avaliação normal; quanto mais baixo for o nível de vitamina D, mais grave é a doença, e a documentação de uma dada quantidade de vitamina D já provoca redução de mais de 50% das crises”, finaliza o médico.

O especialista afirma que, além da esclerose múltipla, a substância pode prevenir doenças como 17 variedades de câncer, derrame, hipertensão, espondilite, artrite, vitiligo, diabetes, depressão, osteoporose, psicológicas, entre muitas outras.

Segundo Coimbra, a maneira mais fácil e eficaz de adquirir essa rica vitamina é tomar sol no início da manhã ou no final da tarde, quando os raios ultravioletas não estão tão fortes.

“É importante ter em mente que o resultado não é o mesmo com o sol do meio-dia, que provoca câncer de pele”, orienta o médico.

Existem outras formas de garantir a substância. Alimentos como óleo de peixes, laticínios, gema de ovo, azeite de oliva, cereais integrais e frutas secas têm doses de vitamina D. Suplementos também são uma opção, mas só devem ser consumidos sob orientação médica.


Redação: Gabriel Medeiros
Fonte: EBand

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cirurgia não-invasiva do cérebro vence mais uma etapa

Ultrassom focalizado

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Criança, em Zurique (Suíça), terminou com sucesso o primeiro estudo em escala piloto de uma cirurgia cerebral não-invasiva. A nova técnica foi usada para operar 10 pacientes com dores neuropáticas.

A técnica, que permite a operação sem abertura do crânio, é chamada de ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética.

A origem das dores crônicas nos pacientes tratados incluía a síndrome do membro fantasma em pacientes pós-amputação, danos nos nervos, derrame cerebral, neuralgia trigeminal e neuralgia após acometimento por herpes-zóster.

Os resultados das cirurgias, cuja técnica ainda está em estágio de pesquisas, serão publicados no próximo número do jornal médicoAnnals of Neurology.

Cirurgia sem penetração física no cérebro

"Este estudo demonstrou que nós podemos fazer cirurgias bem-sucedidas nas profundezas do cérebro sem abrir o crânio e sem penetrar fisicamente o cérebro com instrumentos cirúrgicos, algo que pareceria inimaginável há alguns poucos anos," comemora o Dr. Daniel Jeanmonod, neurocirurgião da Universidade de Zurique.

"Ao eliminar qualquer penetração física no cérebro, nós esperamos duplicar os efeitos terapêuticos da remoção cirúrgica invasiva no cérebro, sem os seus efeitos colaterais," diz o médico.

Precisão e exatidão extremas

Os resultados preliminares nos primeiros pacientes são consistentes com a terapia convencional, chamada ablação por radiofrequência, que é um procedimento invasivo e que envolve a realização de uma incisão na cabeça, a perfuração do crânio, a inserção de um eletrodo através do tecido cerebral normal até o tálamo, e o uso da radiofrequência para criar a lesão.

"Esta pesquisa demonstra que a cirurgia transcraniana de ultrassom focalizado guiador por ressonância magnética pode ser utilizada para produzir pequenas ablações termais com extrema precisão e exatidão nas regiões profundas do cérebro," diz Neal Kassel, que também faz parte da equipe que está desenvolvendo a nova cirurgia não-invasiva.

Cirurgia não-invasiva

Segundo Kassel, a principal vantagem do ultrassom focalizado é que ele é não-invasivo. Isto, em princípio, torna a cirurgia mais segura do que as convencionais porque ela evita os riscos de complicações associadas, como infecções, hemorragias e danos colaterais a estruturas sadias do cérebro.

Os resultados agora apresentados serão avaliados para que a nova cirurgia não-invasiva do cérebro possa passar para uma etapa de testes clínicos e de avaliação monitorada.

Fonte: Diário da Saúde

sábado, 22 de agosto de 2009

Cientistas estudam anfíbio 'monstro' para tratar regeneração de membros

Cientistas da Universidad Nacional Autónoma de Mexico (UNAM) estão estudando a capacidade regenerativa do axolotle - anfíbio com três pares de brânquias externas - para tentar aplicá-la à medicina.

O anfíbio, nativo de alguns canais do Lago Xochimilco, na Cidade do México, possui, segundo especialistas, uma das maiores capacidades regenerativas do planeta, podendo regenerar extremidades completas do corpo até pedaços de cérebro.

cortesia de Jesús Chimal
O anfíbio nativo do México, e conhecido como axolotle, possui uma das maiores capacidades regenerativas do planeta
UOL CIÊNCIA E SAÚDE
UOL BICHOS
Essa capacidade chamou a atenção de cientistas de várias partes do mundo, que vêm estudando e modificando seu código genético para encontrar formas de ajudar pacientes que tiveram membros amputados ou sofrem de doenças degenerativas como o Mal de Alzheimer.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos já doou mais de US$ 6 milhões a pesquisas sobre o anfíbio de 20 centímetros de comprimento, com a esperança de que algum dia seja desenvolvida uma tecnologia capaz de ajudar, por exemplo, veteranos de guerra.

"No México, estamos tentando identificar as moléculas que ajudam a regeneração, com o objetivo de extrapolar esta capacidade regenerativa aos humanos", disse o biólogo Jesús Chimal, pesquisador da UNAM.

"Nas experiências que estamos realizando, às vezes cortamos extremidades dos axolotes e tentamos detectar os fatores que reprimem a regeneração", diz ele.

Astecas

O anfíbio é um velho conhecido dos mexicanos e é chamado de "monstro aquático" por causa de sua aparência física, semelhante a de um girino gigante, com uma longa cauda e quatro patas.

Os astecas, que comiam axolotes e os usavam na cura de doenças, acreditavam que o animal era a reencarnação do deus do raio fulminante Xólotl, que teria se metamorfoseado para evitar que fosse sacrificado.

Apesar de estar em risco de extinção, o axolotle se reproduz com facilidade em laboratório, principalmente na Alemanha e nos Estados Unidos. De fato, hoje em dia há mais axolotes em cativeiro do que em seu habitat natural.

Alguns cientistas acreditam que dentro de duas décadas os humanos serão capazes de regenerar suas extremidades como fazem os axolotes, mas outros pesquisadores são mais cautelosos.

"Não se pode falar em prazo, é muito arriscado", disse Chimal, particularmente porque há pesquisas que ainda não foram publicadas e estão em processo de elaboração.

"Nos humanos, já vimos casos de regeneração da ponta dos dedos, mas nada além disso. Espero poder ter a sorte de ver, algum dia, a regeneração de um elemento esquelético. Por que eles sim e nós não?", se pergunta o biólogo.

fonte: UOL

terça-feira, 14 de julho de 2009

Música para tratar pacientes com esclerose múltipla




STEPHEN MOORE/ISTOCKPHOTO

Falar da própria vida escolhendo músicas para expor sentimentos e vivências pode ser um recurso terapêutico que auxilia na reconstrução da identidade e ajuda a melhorar a qualidade de vida de portadores de doenças crônico-degenerativas. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) usaram a técnica em oito pacientes com esclerose múltipla, distúrbio neurológico progressivo que afeta adultos jovens e compromete principalmente os movimentos. Os resultados foram publicados nos Arquivos de Neuro-Psiquiatria.

Depois de escolher entre dez e 15 músicas, os pacientes participaram de uma entrevista aberta na qual explicaram suas experiências pessoais com cada uma. A análise dos conteúdos mostrou que prevaleceram relatos associados à consciência emocional e corporal e primeiros relacionamentos.

Segundo os autores, a técnica da “autobiografia musical” permitiu que eles expressassem afetos, frustrações e desejos, reorganizando-os no contexto da doença e elaborando o senso de continuidade da vida. Pela primeira vez aplicado a pacientes com esclerose, o recurso terapêutico deve ser considerado como mais uma estratégia no tratamento multidisciplinar do distúrbio, recomendam os autores.

fonte: Viver Mente e Cerebro

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Toque afetivo ajuda a diminuir a dor física

Sinais elétricos que informam o cérebro de que nossa pele está sendo tocada percorrem fibras neurais especializadas. A descoberta feita por cientistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, pode explicar por que o toque carinhoso consegue diminuir a intensidade da dor física. Usando uma técnica conhecida como microneurografia, os pesquisadores “seguiram” esses impulsos no braço de voluntários e observaram também que, quanto maior sua frequência – proporcional à intensidade do afago –, maior a sensação de prazer relatada pelos participantes. Essas fibras especializadas, uma vez estimuladas, são capazes de atenuar sinais dolorosos originados em outras partes do corpo, relataram os autores do artigo publicado na revista Nature Neuroscience.

Fonte: Viver Mente e Cérebro

quinta-feira, 5 de junho de 2008

HC seleciona idosos para estudo de depressão

O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo inicia um tratamento inédito no País para idosos com depressão. A técnica, chamada de estimulação magnética transcraniana, será realizada com a ajuda de equipamento de neuronavegação possibilitando ao médico visualizar em 3D a região exata do cérebro a ser estimulada, resultando na maior eficácia do procedimento.

O Grupo de Estimulação Cerebral do Instituto de Psiquiatria está selecionando homens e mulheres, de 55 a 75 anos, que apresentem depressão nas formas leve e moderada, para estudo e tratamento. Informações e agendamento de triagens podem ser feitos pelo telefone 3069-8159.

fonte: Repórter Diário

terça-feira, 20 de maio de 2008

Pesquisa descobre que peçonha de aranha do cerrado pode barrar os efeitos do Mal de Alzheimer

Uma substância do veneno da aranha Parawixia bistrato, comum na América do Sul e típica da regiões de cerrado, pode combater a evolução do Mal de Alzheimer e de outras doenças degenerativas. A descoberta, feita por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, não significa ainda a cura da "epidemia silenciosa", mas é considerada uma das mais significativas dos últimos 30 anos.

A molécula usada nos testes com ratos pelos professores Joaquim Coutinho-Netto, da Faculdade de Medicina, e Wagner Ferreira dos Santos, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, foi isolada da peçonha da aranha pela doutorada Andréia Fontana. Chamada de Parawil 1, a molécula evitou a morte das células nervosas nas cobaias - ação inédita que nenhum medicamento disponível no mercado consegue realizar.

"Não é nada que cura totalmente, mas poderá diminuir a extensão da lesão", disse Santos. O professor, que estuda o uso prático de venenos naturais há 14 anos, disse que a aranha do estudo foi escolhida por ser ainda pouco pesquisada e por ter o hábito de caçar insetos paralisando a presa.

Segundo ele, paralisar o inseto indica, do ponto de vista molecular, que a aranha conseguiu interromper um composto químico, chamado glutamato, de agir como neurotransmissor – o que impediria um gafanhoto de saltar após a injeção do veneno, por exemplo. "Esse composto age de forma semelhante no nosso cérebro, mas quando o glutamato está em excesso, ele lesiona a célula, a ligação é que se o veneno pode paralisar o glutamato do inseto, ele também paralisaria essa substância no cérebro", afirmou Santos.

Nos testes laboratoriais, a molécula Parawixia 1 foi injetada de forma isolada e agiu como um aspirador do glutamato nas células com problemas – o efeito neuroprotetor foi divulgado este ano em duas publicações internacionais. A próxima etapa da pesquisa que será realizada pelos professores Leonardo Gobbo Neto e Norberto Lopes, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, deve definir a estrutura da molécula para que ela possa ser patenteada e sintetizada.

BUROCRACIA

Os resultados sobre a parawixia 1 são fruto de dez anos de pesquisa, mas a descoberta pode ser perdida para laboratórios internacionais devido a burocracia interna. A molécula não pôde ser patenteada no país por causa da lei brasileira, que proíbe a patente de produto da biodiversidade nacional e, por isso, será preciso primeiro encontrar a estrutura da substância para que essa possa ser patenteada.

A falta de investimento também preocupa especialistas da área. Segundo Paulo Fernandes Formiguieri, médico assistente das disciplinas de clínica médica geral e geriatria do Hospital das Clínica de Ribeirão Preto (HC), o Brasil é considerado celeiro de pesquisas básicas – as que vão até a fase com animais – mas raramente consegue se chegar à pesquisa clínica.

A grande questão é que qualquer droga, até que se prove que é segura e eficaz, tem que passar por uma série de estudos, que levam de cinco a dez anos, e isso implica em dinheiro para desenvolver material de ponta", disse Formiguieri.

Para Santos, que já teve recursos para outra pesquisa promissora – a de um analgésico mais potente que a morfina, feito a partir do veneno de um tipo de vespa – negados, o medicamento para Alzheimer depende de critérios relativos de aprovação.

"Agora a universidade, a partir da reitoria, intensificou um escritório para agilizar patentes, vamos ver se vai dar certo", disse o professor.

fonte: O Progresso