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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Aparelhos domésticos apresentam sensibilidade maior que 90% para o diagnóstico da apnéia do sono, diz estudo

A apnéia obstrutiva do sono, melhor chamada de síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS), é caracterizada por um estreitamento recorrente, completo ou parcial, das vias aéreas respiratórias superiores durante o período do sono.

O resultado deste processo são períodos de apnéia (falta total da respiração), queda dos níveis de oxigênio no sangue e despertares frequente, acarretando sonolência, irritabilidade e fadiga durante o dia.

Embora o exame padrão para o diagnóstico da SAOS seja a polissonografia (PSG), que apresenta o inconveniente do paciente ter que dormir em um laboratório do sono, novos aparelhos portáteis de uso domiciliar poderão ser muito úteis para o diagnóstico desta doença.

A utilização de aparelhos portáteis de monitorização respiratória (APMR) foi proposta para o diagnóstico da SAOS.Um estudo teve como objetivo principal avaliar a acurácia dos APMR utilizados em casa para o diagnóstico da SAOS , comparando os seus resultados com o exame da PSG.

Os pacientes com suspeita de SAOS foram submetidos, de forma aleatória, a exames com APMR . Cento cinquenta e sete indivíduos (73% homens, com idade média de 45 anos) foram estudados.Um total de 149 comparações foram consideradas válidas entre os exames feitos através de APMR em laboratório e 121 exames com APMR realizados em casa. Comparados com a PSG, os exames realizados com APMR no laboratório demonstraram uma sensibilidade de 95,3% e especificidade de 75% para o diagnóstico de SAOs. Os exames realizados com APMR no domicílio apresentaram uma sensibilidade de 96% e especificidade de 64%.

Os autores do estudo concluem que os APMR aumentarão as possibilidades de um diagnóstico correto e, consequentemente, um tratamento dos casos de SAOS em populações em todo o mundo.

fonte: Portal do Coração

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Compostos presentes no chá verde protegem cérebro dos efeitos da Apneia do Sono

  • Estudo publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”

Os compostos presentes no chá verde (catequinas) parecem proteger o cérebro dos danos causados pela Apneia do Sono, revela um novo estudo publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”.

Uma equipa de cientistas da University of Louisville - Kentucky, nos EUA, verificou que os antioxidantes presentes no chá verde conseguiam proteger o cérebro de ratinhos macho da falta de oxigénio produzida pela Apneia do Sono.

As catequinas actuam como antioxidantes, o que significa que neutralizam os danos celulares causados pelos radicais livres (que produzem stress oxidativo).
Os cientistas avaliaram os efeitos dos polifenóis quando expuseram os animais a uma falta de oxigénio (hipóxia) de segundos ao longo de 14 dias, provocando-lhes, deste modo, stress oxidativo.

Verificou-se que os animais do grupo que recebia polifenóis na água não apresentavam sintomas decorrentes da Apneia. Ou seja, quando comparados com os ratos que receberam apenas água, os animais que consumiram polifenóis apresentaram bons resultados nas provas standard de aprendizagem e memória, que foram realizadas num labirinto aquático.

fonte: MNI

terça-feira, 20 de maio de 2008

Obstructive Sleep Apnea Is Risk Factor for Death in Stroke Patients


May 20, 2008 (Toronto, Ontario) — Patients who have had a stroke are at greater risk for an early death if they have obstructive sleep apnea (OSA) rather than central sleep apnea (CSA), according to research presented here at the American Thoracic Society 2008 International Conference.
"We were interested in seeing if obstructive sleep apnea or central apnea was related to mortality in patients who have suffered a stroke," said Karl A. Franklin, MD, PhD, an associate professor of respiratory medicine at the University of Umea in Umea, Sweden. "Previous studies had not separated out the type of sleep apnea, whether it was obstructive or central, and evaluated if there was a relationship to the risk of mortality."
By prospectively following up patients, investigators aimed to determine if sleep apnea is an independent risk factor for mortality in patients who have had a stroke. A total of 132 of 151 patients who were admitted for in-hospital stroke rehabilitation in Umea, Sweden, from April 1995 through May 1997 underwent overnight sleep apnea recordings at 23 days after the onset of stroke. Patients had a mean age of 77 years, and 78 patients were women. Patients, none of whom were lost to follow-up, were followed up for a mean of 10 years; death was the primary outcome.
Patients had other conditions apart from sleep apnea including hypertension (61%), diabetes mellitus (34%), and atrial fibrillation (34%). Computed tomography scans were performed and the Mini-Mental State Examination (MMSE) was conducted to assess the severity of the stroke.
When the obstructive apnea–hypopnea index exceeded 15, patients were considered to have OSA. When the central apnea–hypopnea index exceeded 15, patients were considered to have CSA. Patients who had both obstructive apnea–hypopnea and central apnea–hypopnea index scores less than 15 were categorized as control patients.
A total of 116 of 132 patients died in the follow-up period. After controlling for possible confounding risk factors such as age, sex, body mass index, smoking, hypertension, diabetes mellitus, atrial fibrillation, MMSE, and the Barthel activity of daily living, researchers determined the risk for mortality was greater among the 23 patients with OSA than for control patients (adjusted hazard ratio, 1.76; 95% confidence interval, 1.05 - 2.95; P = .03). They found no dissimilarity in mortality between the 28 patients with CSA and control patients (adjusted hazard ratio, 1.07; 95% confidence interval, 0.65 - 1.76; P = .053).
"The desaturation in obstructive sleep apnea is much more severe than in central sleep apnea," said Dr. Franklin, speculating the mechanism of action of OSA and its impact on survival in stroke patients. "You have profound changes in cerebral circulation in obstructive apneas that are not seen in central apneas."
Dr. Franklin said it is significant to identify patients who have had a stroke and have OSA and to offer therapies such as continuous positive airway pressure (CPAP) or ensure they sleep in the lateral rather than supine position.
Mary Morrell, PhD (physiology), head of the clinical and academic unit of sleep and breathing, Royal Brompton Hospital, National Heart and Lung Institute, Imperial College, London, United Kingdom, said there is typically increased prevalence of sleep apnea in patients after a stroke, but the research does not address if apnea triggered the stroke.
"There is a question of whether they had obstructive sleep apnea before they had the stroke and if it caused the stroke," said Dr. Morrell, noting the study limitation. "They can't answer that question. There is a suggestion from the literature that having a stroke can cause sleep apnea."
Dr. Morrell, who moderated a news conference here where the study results were presented, said the research indicates that OSA should be treated in stroke patients and CPAP should be considered as a treatment for these patients.
"The stroke patients may be elderly, and may have other problems such as confusion and inability to express themselves, and it may be traumatic trying to put a mask on their face when they are faced with other issues," Dr. Morrell said. "However, if the findings of this study are correct, it [CPAP] may be a therapy that we should be thinking about."
Dr. Morrell suggested future research would observe patients with OSA who had a stroke, randomize patients to CPAP therapy or no CPAP, and assess the differences in outcome.
"We don't know if CPAP therapy would enhance quality of life," she added.
Dr. Franklin has disclosed no relevant financial relationships. The Swedish Heart and Lung Foundation funded the study. Dr. Morrell has disclosed no relevant financial relationships.

American Thoracic Society 2008 International Conference: Abstract A292. Presented May 19, 2008.
Am J Respir Crit Care Med. 2008;177(suppl):A292.

domingo, 18 de maio de 2008

Pessoas que roncam muito podem estar mais sujeitas a desenvolver o Mal de Alzheimer, dizem pesquisadores da Leeds University, na Grã-Bretanha.

Segundo os especialistas, o ronco, assim como quaisquer fatores que provoquem uma diminuição da oxigenação no cérebro - entre eles, derrames e ataques cardíacos - tornam o paciente vulnerável à acumulação de substâncias tóxicas que estariam associadas ao Mal de Alzheimer.
Os cientistas demonstraram como vítimas de derrames podem estar sujeitas a desenvolver a condição, anos ou décadas após terem se recuperado integralmente.
Já se sabia sobre a associação entre o derrame e o Mal de Alzheimer. O estudo da Leeds University tenta explicar como isso acontece.
O coordenador do estudo, Chris Peers, da Faculdade de Medicina da Universidade de Leeds, explicou: "Nossa pesquisa está observando o que acontece quando níveis de oxigênio no cérebro são reduzidos por uma série de fatores".
"Condições de longo prazo como efisema ou angina, incidentes repentinos como ataques cardíacos, derrames ou mesmo trauma na cabeça."
Segundo o especialista, mesmo que o paciente aparentemente esteja completamente recuperado, o dano celular pode ser irreversível.
"Isto pode ser significativo até para pessoas que roncam muito, cujos padrões de sono sejam tais que durante a noite haja momentos em que seu cérebro fica hipóxico - ou deprivado de exigênio suficiente".
"Pode ser qualquer coisa que impeça o coração e os pulmões de trabalhar juntos".
A pesquisa se concentrou nos danos causados sobre um grupo de células chamadas astrócitos durante situações de baixa oxigenação.
Quando o cérebro está funcionando normalmente, faz conexões através da liberação de minúsculas quantidades de substâncias químicas nas sinapses (pontos onde as extremidades de neurônios vizinhos se encontram).
Os resíduos químicos são "varridos" por células conhecidas como astrócitos.
A equipe da Universidade de Leeds mostrou que se em algum momento os astrócitos ficaram hipóxicos, ficam menos capazes de varrer essas substâncias químicas, que se acumulam e tornam-se tóxicas.
"Os astrócitos são tão essenciais como os neurônios para as funções normais do cérebro - e temos dez vezes mais (astrócitos do que neurônios)", disse Peers.
A especialista Susanne Sorensen, chefe de pesquisas da Alzheimer's Society, disse que o estudo é importante.
"A equipe examinou o papel de células que dão suporte aos neurônios no cérebro. Isto é interessante porque ao invés de se concentrar nos neurônios, eles observaram processos no cérebro que até então não tinham sido estudados detalhadamente".
O Mal de Alzheimer é uma doença que afeta o cérebro e para a qual não existe cura.
Ela pode levar 30 anos para se desenvolver.
A partir dos 65 anos de idade, as chances de se desenvolver a doença dobram a cada cinco anos.

fonte: BBC Brasil