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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Olhar fotos de doces pode ajudar a emagrecer, diz estudo

Olhar fotos de bolos, doces e outras tentações pode ajudar mulheres decididas a emagrecer a manter o compromisso, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa em Psicologia e Saúde da Universidade de Utrecht, na Holanda, divulgado pela revista "New Scientist".


De acordo com a psicóloga Floor Kroese, autora do estudo, a tentação pode aumentar o autocontrole das mulheres que estão fazendo dieta.

Arquivo Folha Imagem
Segundo a psicóloga, a visão de alimentos tentadores nem sempre leva à vontade de satisfazer o desejo de comê-los
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Para testar a teoria, Kroese e seus colegas dividiram 54 estudantes do sexo feminino em dois grupos e pediram que um deles olhasse a fotografia de um bolo de chocolate e o outro de uma flor, sob o pretexto de um teste de memória.

Os pesquisadores então perguntaram às mulheres sobre seus planos de manter uma dieta saudável e ofereceram a elas a escolha entre um biscoito de chocolate ou um de aveia, como lanche.

As mulheres que viram a fotografia do bolo de chocolate demonstraram uma maior propensão em manter uma dieta saudável do que as estudantes que viram a foto da flor.

As estudantes que viram o bolo também demonstraram maior preferência pelo biscoito de aveia - que testes anteriores mostraram ser visto por elas como a opção mais saudável.

Tentações

Segundo a psicóloga, a visão de alimentos tentadores nem sempre leva à vontade de satisfazer o desejo de comê-los.

"Parece que ver uma comida tentadora lembrou às mulheres de seu objetivo de cuidar do peso, e fez com que elas agissem de acordo."

A psicóloga sugere colar fotos de comidas tentadoras na porta da geladeira para ajudar a lembrar do objetivo de perder peso.

Kroese alerta, no entanto, que o resultado parece só se aplicar às mulheres que querem perder peso, e que não está claro como o resto das pessoas reagiria às fotos.

fonte: UOL

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Estudo associa consumo de morangos a um menor declínio cognitivo

O consumo de morangos pode proteger o coração, reduzir os riscos de câncer, agir como um anti-inflamatório e ser bom para o cérebro, segundo pesquisas apresentadas, no final de junho, no Berry Health Symposium, nos EUA.



Um estudo do Projeto Chicago de Envelhecimento Saudável, por exemplo, indicou que idosos que comem morangos pelo menos uma vez por mês têm menor declínio cognitivo. Da mesma forma, outro trabalho apresentado mostrou que mulheres que consomem mais de uma porção dessas frutas por mês teriam 16,2% menor taxa de declínio cognitivo do que aquelas que ingeriam menos morangos.



Os especialistas explicam que as propriedades anti-inflamatórias dos morangos e seus componentes antioxidantes podem ser os responsáveis pela proteção, pois acredita-se que maioria dos processos das doenças começa através de inflamação e oxidação, que danificam as células. “Membranas saudáveis das células nervosas promovem ótima comunicação dentro do cérebro e do sistema nervoso, então prevenir os danos causados pela inflamação e oxidação é essencial”, concluíram.

fonte: Boa Saúde

terça-feira, 20 de maio de 2008

Saúde: Carência de vitamina D está ligada à depressão nos idosos

  • Washington, 06 Mai (Lusa) - A carência de vitamina D pode aumentar o risco de depressão ou de outros problemas psiquiátricos nas pessoas idosas, segundo um estudo publicado segunda-feira e efectuado por investigadores neerlandeses.

"As causas subjacentes de uma carência em vitamina D, como uma exposição reduzida ao sol decorrente de uma diminuição de actividade ao ar livre, uma mudança de alojamento ou de hábitos de vestuário, ou a diminuição de consumo de vitaminas, podem estar na origem de uma depressão mas esta pode também ser a consequência de uma baixa taxa de vitamina D", segundo o estudo publicado nos Archives of General Psychiatry.

Os investigadores da Vrije Universiteit, em Amesterdão, estudaram 1.282 pessoas com idades entre os 65 e os 95 anos, das quais 169 sofriam de depressão ligeira.

A taxa de vitamina D nas pessoas deprimidas era inferior em 14 por cento da das outras pessoas idosas, revela este estudo.

O estudo também mostra que uma carência de vitamina D aumenta o nível de uma hormona paratiroidiana, sendo a hiperactividade das glandes paratireóides normalmente associada à depressão.

Esta descoberta pode ser importante para o tratamento da depressão, podendo a fraca taxa de vitamina D no sangue e o elevado nível de hormona paratiroidiana ser contrariada através de uma dieta e de suplementos de cálcio ou de uma maior exposição ao sol.

"Além disso, descobrimos entre a população estudada que 38,8 por cento dos homens e 56,9 por cento das mulheres apresentava uma carência de vitamina D, o que reforça o interesse deste estudo", afirmam os investigadores.

Outros estudos deverão agora demonstrar se as variações das taxas de vitamina D no organismo são a causa ou a consequência das depressões.

fonte: RTP

domingo, 18 de maio de 2008

Dieta rica em ômega-3 'reduz risco de Alzheimer'

A doença degenerativa atinge principalmente idosos

Uma dieta rica em ômega 3 pode reduzir o risco de Alzheimer e outras formas de demência em 60%, de acordo com um estudo publicado pela revista da Academia Americana de Neurologia, Neurology.
Os pesquisadores estudaram os hábitos alimentares de mais de 8 mil homens e mulheres com mais de 65 anos nas cidades francesas de Montpellier, Dijon e Bordeaux ao longo de 4 anos.
No início do estudo, nenhum dos entrevistados apresentava sinais de problemas neurológicos, mas no fim da pesquisa 183 participantes desenvolveram Mal de Alzheimer e 98 tinham outros tipos de demência.
Os acadêmicos concluíram que as pessoas que consumiam regularmente óleos ricos em ômega 3, como óleo de canola, óleo de linhaça e óleo de nozes, tinham o risco de contrair Alzheimer reduzido em 60% em comparação com as que não ingeriam esses óleos.
Frutas, vegetais e peixes
Os participantes que tinham uma dieta rica em frutas e vegetais também reduziram o risco de apresentar demência em 30% em relação àqueles com uma dieta menos saudável.
O consumo de peixe ao menos uma vez por semana também foi apresentado como um fator importante, diminuindo o risco de demência em 40% e de Alzheimer em 35%, mas apenas em participantes que não tinham uma predisposição genética às doenças.
"Levando em consideração que a maioria das pessoas não têm o gene ApoE4 (que aumenta o risco de Alzheimer), esses resultados têm importância considerável em termos de saúde pública", disse um dos autores do estudo Pascale Barberger-Gateau.
"No entanto, é necessário aprofundar essa pesquisa para que se identifique a quantidade e a combinação ideais de nutrientes antes de implementar recomendações nutricionais", explicou ele.


fonte: BBC Brasil

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Ansiedade é responsável por 70% dos casos de enxaqueca

Maurílio Mendonça
mgomes@redegazeta.com.br


Quem sente dor de cabeça sabe: é só o problema começar que acabam o bom humor e a vontade de fazer qualquer outra coisa. Mas não adianta ficar estressado, pois a ansiedade é a responsável por 70% dos casos de enxaqueca. Isso sem contar com a cefaléia tensional, que, como o próprio nome já diz, é causada pela alteração no estado emocional.

A OMS relata que 46% da população terá uma crise de cefaléia tensional; e 14%, de enxaqueca, salienta o médico neurologista Marcelo Muniz, professor da Emescam.

Ele explica que as dores de cabeça relacionadas à cefaléia tensional são de menor duração, podem acontecer uma vez por dia e surgem no fim da tarde ou à noite, quando a pessoa começa a relaxar. Já as crise de enxaqueca chegam a durar de quatro horas a três dias inteiros, mas acontecem normalmente uma vez por mês. “Com exceção dos casos crônicos”, frisou.


Chances


O mais preocupante é que dois terços da população terão, de forma inevitável, uma dor de cabeça durante toda a sua vida. A afirmação é da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A cefaléia pode ser motivada por qualquer fator. Não adianta achar que a dor veio porque você não comeu direito ou exagerou no prato, ou porque você ficou o dia todo em frente à televisão ou diante do computador.

Essas questões não desencadeiam a dor, mas aumentam a chance do surgimento dela. “A medicina ainda não sabe o responsável da cefaléia tensional nem o causador da enxaqueca. Só se sabe que determinadas ações ou certos alimentos intensificam a dor”, explica o neurologista Marcelo Muniz.

Para o tratamento: remédios receitados somente pelo médico. Em alguns casos de enxaqueca, doses pequenas de antidepressivos ou anticonvulsivos são os mais indicados. Mas se o “gatilho” das dores estiver ligado à ansiedade, aconselham-se momentos de lazer, como esportes, além de acupuntura e ioga.


Mulheres sofrem mais de enxaqueca


A cada dez mulheres, duas sofrerão de enxaqueca. Já entre os homens, o caso acontece apenas em um a cada 20. A diferença já foi comprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e o responsável por essa diferença seria o estrogênio, hormônio em excesso nas mulheres. “Só foi descoberto que esse hormônio desencadeia a enxaqueca e aumenta as crises. Mas não podemos afirmar que ele seja o responsável por elas. O gatilho, o desencadeador de tudo, ainda não sabemos“, explica o neurologista Marcelo Muniz. Segundo ele, as mulheres são maioria sempre quando se fala de dor de cabeça, seja qual for.


Alimentação pode ajudar ou piorar os sintomas


Café: Ideal para reduzir as dores de cabeça. A cafeína está presente nos analgésicos. O chá verde e o chocolate amargo também podem ajudar. Mas o excesso de cafeína pode piorar as dores.

Gordura: Esqueça aqueles alimentos pesados, gordurosos, que levam dias para ser digeridos. Eles podem piorar as dores. Carne vermelha também entra na lista.

Fome: Ficar muitas horas sem comer também é um problema. A hipoglicemia pode aumentar a intensidade da dor de cabeça e, em raríssimos casos, desencadeá-la. O ideal é se alimentar de três em três horas, em pequenas porções.

Álcool: Bebidas alcoólicas também desencadeiam ou intensificam as dores de cabeça.

Leite: Quem sofre de intolerância à lactose, quando consome alguma bebida ou alimento que contenha leite, também pode sofrer de dores de cabeça. Vá a um médico caso isso aconteçaConservantes: Tudo qualquer tipo de alimento com conservante ou corante pode intensificar as dores. Há casos até de intoxicação por conta de alimentos ricos em produtos químicos.

Açúcares: Doces em gerais devem ser evitados, principalmente em grande quantidade, durante as crises. A situação pode piorar, e muito.


Quem sofre


30 milhões Essa é a quantidade de brasileiros que sofrem com algum tipo de dor de cabeça, segundo dados da Academia Brasileira de Neurologia.

66% da população Mundial vai ter, pelo menos, uma dor de cabeça na vida, revelam os dados repassados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Café pode ser mocinho e vilão Um cafezinho pode ser mais saudável do que muita gente imagina. Mesmo não sendo indicado pela maioria dos neurologistas, o café pode reduzir as dores de cabeça, já que a cafeína é encontrada em muitos analgésicos usados para controlar as crises.“Já ouvi relatos de pacientes que ao tomarem o café têm as dores reduzidas. Acho normal, visto que muitos medicamentos são feitos de cafeína. Mas, também, não vale a pena se entupir de café. Se já tomou o remédio, não ingira a bebida. Nada em excesso faz bem” , alerta o neurologista Marcelo Muniz.

O excesso da cafeína também pode fazer mal. “Ela, em excesso, contrai os vasos sanguíneos, o que pode aumentar, ainda mais, as dores de cabeça”, afirma a nutricionista Roberta Larica.

Ela aponta, ainda, além do café, outros alimentos e bebidas que podem ajudar a reduzir os sintomas da cefaléia. “O chá verde e o chocolate são ricos em cafeína, também. Mas opte pelo chocolate amargo. Ele tem menos gordura e açúcar”, explica.

O doce e alimentos gordurosos em excesso, segundo ela, também intensificam as dores. E o que era para ser saudável, torna-se prejudicial.


Até analgésico demais faz mal


Atire a primeira pedra quem nunca tomou um analgésico, sem se consultar com um médico, quando sentiu uma pequena dor de cabeça. Sempre tem alguém do lado, seja em casa ou no trabalho, com um comprimido a disposição. Basta um copo de água e pronto. Só que esses comprimidos em excesso podem provocar uma cefaléia difícil de ser tratada.

O excesso da automedicação, chegando ao ponto de ingerir o medicamento antes mesmo da dor de cabeça surgir, é um problema comum no consultório dos neurologistas. “É a cefaléia provocada por abuso de analgésico. Difícil de ser controlada”, conta o médico Marcelo Muniz.“Esse tipo de dor de cabeça funciona como uma dependência química. A pessoa nem sente dor de cabeça, toma o medicamento, em menos de quatro horas toma outro. É um círculo vicioso, de fato”, explica o neurologista.

Segundo ele, para tratar uma dor de cabeça é recomendável, primeiro, ir ao médico, para depois da situação ser avaliada, recomendar analgésicos com propriedades antiinflamatórias, ou, em casos mais extremos, pequenas quantidades de antidepressivos e anticonvulsivos.