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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fumantes de meia idade correm mais risco de demência

Pessoas de meia idade que fumam regularmente e são também diabéticas ou sofrem de pressão alta tem muito mais propensão a desenvolverem mal de Alzheimer ou outras formas de demência, segundo um estudo publicado pelo Jornal Britânico de Neurologia, Neurocirurgia e Psiquiatria.

Fumantes com idades entre 46 e 70 anos aumentam em até 70% os riscos de desenvolverem perda de memória crônica. Os diabéticos e fumantes mais do que dobram os riscos de terem demência por causa da sua condição, enquanto fumantes com pressão alta aumentam em 60% seus riscos em comparação com pessoas sãs, conforme explica um artigo do jornal The Guardian.

A pesquisa britânica aconselha que os fumantes de meia idade devem deixar imediatamente o hábito e mudar seu estilo de vida para ajudar no controle das duas condições médicas, a fim de diminuir os riscos de sucumbirem a doenças de desgaste mental incuráveis.

O estudo não encontrou evidências de relação entre obesidade e colesterol alto com demência.

Em declaração ao jornal The Guardian, Neil Hunt, diretor da Alzheimer Society, afirmou que "a demência é um dos maiores medos das pessoas em idades mais avançadas, mas poucas percebem que existem coisas que podem ser feitas para reduzir o risco de desenvolver esta condição devastadora".

"Este estudo fortalece as evidências de que um coração saudável significa um cérebro saudável", acrescentou.

fonte: Terra


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tabagismo acelera piora da esclerose múltipla, diz estudo

O tabagismo pode acelerar a progressão da esclerose múltipla, concluiu um estudo publicado no "Archives of Neurology''. Essa é uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central em adultos jovens.

Pesquisadores do Brigham and Women's Hospital, da Harvard Medical School e do Massachusetts General Hospital, em Boston (EUA), acompanharam 1.465 pacientes com esclerose múltipla por cerca de três anos. Em média, os participantes tinham 42 anos e apresentavam a doença havia 9,4 anos.

Pouco mais da metade (53,2%) nunca havia fumado, 29,2% haviam sido fumantes no passado e 17,5% eram fumantes ativos. A progressão da esclerose múltipla foi avaliada por meio de características clínicas e de exames de ressonância magnética.

Os resultados mostram que os fumantes sofriam de uma forma significativamente mais severa da doença no início do estudo e apresentavam mais a forma primariamente progressiva da doença, caracterizada por um declínio progressivo das capacidades neurológicas, em vez do tipo remitente-recorrente -ou surto-remissão.

Um grupo de 891 pacientes foi avaliado ainda em relação à taxa de conversão da forma de surto-remissão para secundariamente progressiva, declínio constante que ocorre a seguir.

Ao longo do estudo, 72 pacientes experimentaram essa progressão -que foi mais rápida em fumantes atuais comparados com os que nunca fumaram e similar entre ex-fumantes e os que nunca fumaram.

Para Antonio Pereira Gomes Neto, vice-coordenador do Departamento de Neuroimunologia da Academia Brasileira de Neurologia e coordenador do Centro de Atenção ao Paciente Portador de Esclerose Múltipla da Santa Casa de Belo Horizonte, trata-se de um estudo grande, feito por um serviço médico importante e publicado em uma revista respeitada, mas que não é definitivo.

"É um trabalho a ser olhado com carinho, porque é provável que as substâncias tóxicas do cigarro contribuam para o agravamento da esclerose múltipla, mas não significa que o cigarro tenha uma influência definitiva'', afirma. Ainda assim, ele acredita que todos os médicos devem avisar seus pacientes fumantes que têm a doença sobre a descoberta.

Para o neurologista Rodrigo Barbosa Thomaz, do hospital Albert Einstein e do Centro de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múltipla da Santa Casa de São Paulo, o cigarro pode contribuir para acelerar a transição entre as duas fases da doença, mas não isoladamente.

"Mais estudos precisam ser realizados para comprovar essa hipótese. Existem outros fatores inerentes ao paciente e à doença em si que contribuem para que a transição seja mais rápida'', afirma.

fonte: UNIDIAG

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Professoras da UFF participam de projeto gráfico para combater tabagismo

As professoras do Departamento de Fisiologia e Farmacologia do Instituto Biomédico da UFF Letícia de Oliveira e Mirtes Garcia Pereira Fortes participaram do grupo de estudo que elaborou o "Projeto de desenvolvimento e implementação das novas imagens e advertências impressas nos maços de cigarros". O trabalho produziu e selecionou fotos e mensagens de advertências sanitárias de combate ao tabagismo, para utilização nas embalagens de produtos de tabaco comercializados no Brasil com base no impacto emocional em jovens de 18 a 24 anos.

Além das professoras, que atuam no Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento da UFF, o grupo é formado ainda por pesquisadores do Inca, da Anvisa, do Laboratório de Neurobiologia da UFRJ e do Departamento de Artes & Design da PUC-RJ. O desenvolvimento da pesquisa proporcionou, pela primeira vez, estudo científico que permitiu a avaliação das advertências gráficas impressas nos maços de cigarros produzidos no Brasil, disponibilizando dados para o Ministério da Saúde (MS) sobre a reatividade emocional e comportamental de voluntários.

O MS lançará as novas imagens produzidas pelo grupo de trabalho no dia 27 de maio, em Brasília, com a presença de representantes de cada instituição participante do projeto. Outras informações com a professora Letícia de Oliveira pelo telefone (21) 2629-2446.

fonte: Universia Brasil