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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Cérebro de Michael Jackson é preservado para investigações

De acordo com o jornal britânico The Guardian, o rei do pop foi enterrado sem o cérebro. Michael Jackson morreu no último dia 25 de parada cardíaca, supostamente ligada ao uso de medicamentos analgésicos, hipótese que será investigada por meio da autópsia de seu cérebro. Segundo os médicos, os exames poderão revelar se ele era dependente de álcool ou se sofreu alguma overdose no passado. O órgão deve estar pronto para os testes neuropatológicos dentro de duas semanas, período durante o qual passará por um processo de “endurecimento”, necessário para que o tecido perca a consistência úmida e gelatinosa que dificultam análises precisas.

fonte: Viver Mente e Cérebro

segunda-feira, 26 de maio de 2008

FELICIDADE SEM REMÉDIOS É TEMA DE CONGRESSO

  • A busca pela sensação de bem-estar sem a necessidade de ansiolíticos ou antidepressivos, chamada de psicologia positiva, será apresentada durante o 4º Congresso Brasileiro Cérebro, Comportamento e Emoções, que vai reunir mais de 2 mil psiquiatras e neurocientistas

É possível conquistar bem-estar e sensações prazerosas sem a utilização de remédios, mesmo quando passamos por períodos de depressão e tristeza? Para o psiquiatra Hermano Tavares, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, a resposta para essa pergunta está na chamada psicologia positiva, vertente norte-americana ainda pouco utilizada no Brasil. "A psiquiatria ainda é muito baseada em medicamentos e isso precisa mudar", afirma Tavares.

A discussão sobre a busca do bem-estar e, conseqüentemente, da sensação de felicidade sem remédios, será um dos grandes destaques do 4º Congresso Brasileiro Cérebro, Comportamento e Emoções, que acontece entre os dias 21 e 24 de maio, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. O evento vai reunir 2 mil psiquiatras, neurocientistas, psicanalistas e geriatras, que estarão trocando experiências sobre diversos temas da prática clínica que envolvem as principais funções que regem nosso organismo e sentimentos.

Segundo Tavares, a psicologia positiva é baseada na utilização de atividades que possam proporcionar sensações de bem-estar e prazer, como meditação, prática de atividade física, relações com as artes e até no sexo. "Quando você tem uma sensação de prazer, proporcionada por uma relação sexual, por exemplo, isso também traz benefícios para sua saúde mental", completa. "As pessoas buscam, cada vez mais, serem bem-sucedidas, querem a todo custo a felicidade, mas muitas vezes precisam ser excitadas ou estar relaxadas. Felicidade é, sem dúvida, um estado puro e isso pode ser alcançado com experiências de vida e sem o auxílio de medicamentos tradicionais", conclui.

Sobre o 4º Congresso Brasileiro, Cérebro, Comportamento e Emoções

O 4º Congresso Brasileiro Cérebro, Comportamento e Emoções vai reunir 2 mil psiquiatras, neurologistas, geriatras e psicanalistas de todo o país, que estarão durante quatro dias apresentando novas pesquisas e discutindo diversos temas relacionados à saúde mental, como importância da felicidade para bom funcionamento cerebral, novas perspectivas de tratamento da depressão, mentirosos compulsivos, como identifica-los?, entre outros temas. O evento também contará com a presença do neurocientista Adrian Raine, professor do Departamento de Psicologia da Universidade do Sul da Califórnia, que realiza pesquisas analisando o cérebro de serial killers e mentirosos compulsivos.

fonte: Segs Portal

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Cientistas alertam para abuso de remédios psicoativos

Um painel de cientistas alerta nesta quinta-feira o governo britânico para o risco do abuso de medicamentos para melhorar a capacidade do cérebro, à medida que estes se tornem mais comuns no futuro.
Os remédios que aumentam o poder cognitivo, criados para tratar doenças como o Mal de Alzheimer, têm o potencial de melhorar atividades como memória, atenção ou velocidade de pensamento em pessoas saudáveis, afirma o relatório da Academia Médica de Ciências sobre cérebro, vício e drogas.
Segundo o principal autor do relatório, Sir Gabriel Horn, da Universidade de Cambridge, “os avanços recentes e contínuos de nosso conhecimento sobre como o cérebro funciona vão levar a um aumento no número de drogas psicoativas".
"Essas drogas poderão ser usadas como remédios para tratar doenças mentais como depressão, desordem bipolar ou vício em drogas, ou para melhorar a performance do cérebro”.
Os cientistas temem, no entanto, que os medicamentos sejam usados por pessoas saudáveis para melhorar sua capacidade física.
A academia pede ao governo e órgãos reguladores que monitorem de perto o uso desses remédios por pessoas saudáveis, como estudantes fazendo exames ou funcionários que queiram melhorar seu desempenho no trabalho.
“Nós vemos semelhanças no uso futuro dos remédios que aumentam o poder cognitivo com o atual uso de drogas que melhoram a performance física no esporte".
"É provável que o uso desses remédios propicie uma análise sobre os impactos social e econômico, permitindo ao governo considerar regulações ‘localizadas’ sobre o uso nas escolas, universidades e locais de trabalho”, recomenda o relatório.
Os remédios hoje existentes não melhoram muito a capacidade cognitiva de pacientes com Alzheimer e há poucas evidências sobre seu efeito em pessoas saudáveis, “mas a quantidade de remédios disponíveis na Internet já encoraja os curiosos e esperançosos a experimentá-los”, afirma o documento.
fonte: BBC Brasil