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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Depressão pode desencadear diabetes, aponta pesquisa

A depressão pode ser um fator desencadeante do diabetes tipo 2, segundo um estudo divulgado pela revista "Journal of the American Medical Association".

Na maioria dos casos, esse tipo de diabetes (o mais comum) aparece com a obesidade e a vida sedentária, mas outro fator desencadeante pode ser a depressão, assinalaram pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins.

O diabetes é uma doença que se caracteriza por altos níveis de açúcar no sangue. No caso do diabetes tipo 2, o corpo desenvolve resistência à insulina ou não produz esse hormônio em um nível suficiente.

Em um estudo realizado com cerca de 5.000 pessoas de entre 45 e 84 anos, os cientistas descobriram que as que tinham sintomas de depressão enfrentavam um risco 42% superior em relação às que não tinham esse problema. Também apontaram, que quanto mais profunda a depressão, maiores os riscos de diabetes tipo 2.

Mesmo depois de levar em conta outros fatores, incluindo a falta de atividade física e o consumo de tabaco, os cientistas descobriram que o perigo de desenvolver diabetes era 34% superior em pacientes com depressão.

O estudo confirmou as conclusões de outra pesquisa médica que, no ano passado, mostrou que os idosos de 65 anos com sintomas de depressão tinham maiores possibilidades de desenvolver diabetes.

fonte: Folha On Line

terça-feira, 20 de maio de 2008

Antidepressivo pode ajudar a aumentar defesas do sistema imunitário

  • Estudo apresentado na revista “Biological Psychiatry”

Os antidepressivos podem ajudar o sistema imunitário a lutar contra doenças graves, como cancro e sida, sugere um estudo publicado na revista especializada “Biological Psychiatry”.

O estudo foi conduzido por investigadores da University of Pennsylvania, na Filadélfia, nos EUA.

Esta investigação, liderada por Dwight Evans, foi motivada por estudos anteriores, os quais concluíram que o stress e a depressão podem acelerar a progressão e complicações em doentes oncológicos e seropositivos.

Para testar a hipótese de que os antidepressivos podem ajudar no combate a essas doenças, os especialistas recrutaram um grupo de mulheres infectadas com o vírus HIV. Nem todas apresentavam um quadro depressivo.

As voluntárias foram tratadas com fármacos contra a depressão e o stress. Dois deles, o citaloprama e a antagonista de substância P CP - 96345, revelaram-se eficazes ao aumentarem a actividade das células do sistema imunitário. Em conclusão, Dwight Evans, referiu que o estudo fornece novas provas de que “as funções das células de defesa podem ser ampliadas sob o efeito de inibidores específicos da reabsorção da serotonina em pacientes depressivos e não-depressivos”.

fonte: MNI.PT (Médicos na Internet - Portugal)