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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Resposta sobre medicação Ciclofemme

Recebemos a pergunta de K, 19 anos, webleitor do Estado do Espírito Santo, que pergunta sobre os efeitos colaterais do anticoncepcional Ciclofemme. Nosso leitor relata que a namorada utiliza a medicação, mas ficou preocupada com os efeitos colaterais da bula, que incluem ganho de peso e acne.

Prezado amigo, antes de mais nada, desculpe em responder por escrito. A proposta inicial era a filmagem da resposta em vídeo, mas estamos com algumas dificuldades no upload de videos.
A medicação Ciclofemme é um anticoncepcional bastante utilizada. É inclusive distribuida em alguns postos de saúde para controle de natalidade.
É comum que as pessoas entendam que todo paciente que usa certo tratamento tem todos os efeitos colaterais citados na bula. Isso não é verdade. A maioria dos pacientes não sentem nenhum efeito colateral, e quando sentem, raramente é mais que um ou alguns poucos. Muitos efeitos colaterais também desaparecem com o uso continuado.
Desta forma, leia a lista de efeitos entendendo que alguns pacientes podem ter aqueles sintomas.
Vejo o tratamento prescrito como seguro. Caso sua namorada sinta algum efeito indesejavel, sugiro conversar com o ginecologista dela, que fará as adaptações necessárias.
Obrigado por acompanhar nosso trabalho pelo blog.
Abraços a todos do Estado do Espírito Santo.
Renato Gama, MD.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Medicamento para epilepsia ajuda a controlar a obesidade

Substância provocou diminuição do apetite em mulheres, diz estudo


Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade da Flórida (EUA) aponta que o topiramato, principal componente dos medicamentos usados no tratamento da epilepsia, além de ser anti-convulsivo, tem grande poder de ação na diminuição do apetite.

O estudo-piloto constatou que 9 entre 13 pacientes, todas mulheres, que utilizaram o topiramato, tiveram o apetite reduzido por longo período. As outras 4 participantes deixaram de comer de forma descontrolada. Logo, o topiramato poderia ajudar a combater a obesidade nas pessoas que sofrem com algum tipo de compulsão alimentar.

Embora os resultados sejam reveladores, os pesquisadores advertem que a efetividade do medicamento deve ser verificada em testes maiores, pois, o uso de anti-convulsivos deve ser controlado.

A substância já foi testada anteriormente no tratamento contra outras doenças como a depressão e a ansiedade. Seu uso não causa vício, mas produz efeitos colaterais como náuseas, fadiga, formigamento e distúrbios cognitivos.

fonte: Minha Vida - UOL

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Acupuntura previne desenvolvimento de ovário policístico, diz estudo

06/07, 13:39

A realização de exercícios físicos aliados à acupuntura pode reduzir a atividade no nervo simpático em mulheres com ovários policísticos, auxiliando assim, na redução do desenvolvimento da obesidade. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia, que avaliou 20 mulheres.

Os especialistas perceberam que os exercícios não tinham efeitos nos ciclos menstruais irregulares ou inexistentes, que caracterizam a condição, porém, eles ressalvaram que houve uma redução no peso e no IMC (Índice de Massa Corporal) que ajudava a reduzir a atividade dos nervos simpáticos.

fonte: O Pantaneiro


sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Música pode reduzir estresse e ansiedade na gravidez, diz estudo

Ouvir música pode ser uma boa forma de reduzir o estresse, a ansiedade e a depressão que muitas mulheres experimentam durante a gravidez. Um estudo com 236 gestantes em Taiwan mostrou que aquelas que ouviram música 30 minutos por dia durante duas semanas reduziram significativamente os sintomas de depressão, estresse e ansiedade, comparadas com as outras. À metade das participantes, todas no segundo ou terceiro semestre de gestação, foram dados CDs, e elas teriam que escolher entre música clássica, sons da natureza, canções infantis chinesas e canções de ninar para ouvir durante meia hora todos os dias. E, segundo os autores, esse grupo apresentou ótimos resultados, mostrando que a prática pode ser uma forma simples, barata, eficaz e não-invasiva de melhorar a saúde psicológica da mulher nesse período.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Pesquisa revela aumento no número de mulheres alcoolistas


Um estudo publicado na revista científica Drug and Alcohol Dependence e recentemente divulgado no Brasil pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), afiram que houve uma redução significativa da diferença entre as quantidades de homens e mulheres no abuso e na dependência de álcool.

Até a realização da pesquisa, a informação conhecida era de que, na população americana, os homens bebiam mais e tinham mais chances de desenvolver problemas relacionados ao uso de álcool. Por isso, a pesquisa analisou a aproximação entre os gêneros quanto ao padrão de uso de bebidas, com ênfase no "binge drinking" - beber exageradamente em uma única ocasião - bem como prevalência de abuso e dependência.

Foram entrevistadas 43 mil pessoas, com mais de 18 anos, nos Estados Unidos, por meio de um questionário estruturado sobre os critérios diagnósticos de abuso e dependência do Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais (DSM-IV, na sigla em inglês). A amostra foi dividida em quatro categorias, conforme o ano de nascimento dos entrevistados.

Segundo os autores da pesquisa, os homens consomem maior número de doses de álcool em ocasiões específicas. No entanto, a proporção de uso entre homens e mulheres diminuiu ao longo do tempo, caindo de 2,91% (para os nascidos entre 1913 e 1932) para 2,10% (de 1968 a 1984). Já a freqüência de "binge drinking" aumentou entre as pessoas de ambos os sexos. A proporção homem/mulher tem diminuído, passando de 10,55% (entre 1913 e 1932) para 2,66% (entre 1968 e 1984).

A continuidade da dependência na vida do entrevistado também aumentou para ambos os gêneros, mas a proporçao entre homens e mulheres diminuiu de 5,07% (de 1913 a 1932) para 1,97% (de 1968 a 1984), assim como o abuso do álcool, de 7,14% (entre 1933 e 1949) para 1,63% (de 1968 a 1984). Houve uma aproximação da taxa de abstinência, que sempre foi maior entre as mulheres.

Para os pesquisadores, o período de nascimento tem um efeito importante sobre a influência dos gêneros nas diferentes medidas de consumo de álcool e nas desordens relacionadas. Embora a participação dos homens tenha sido maior em todos os comportamentos e transtornos, tem-se testemunhado uma convergência entre os gêneros, especialmente em períodos mais recentes. Aspectos biológicos e sociais, como a maior aceitação do álcool pela mulher, atualmente, podem explicar essas transformações.

Outro resultado que chama a atenção é que o comportamento do "binge drinking", que diminuiu entre os homens, tem aumentado entre as mulheres, indicando a necessidade de se desenvolver medidas de prevenção e tratamento específicos. Na opinião dos autores do estudo, pesquisas que examinem fatores socioculturais que encorajam a expressão de abuso e dependência do álcool entre as mulheres devem ser incentivadas.

fonte: RedePsi

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Pesquisa mostra que meninas podem ter mais facilidade em aprender idiomas

Uma nova pesquisa, publicada na revista especializada Neuropsychologia, afirma que as meninas apresentam habilidade superiores em idiomas devido à maneira como as palavras são processadas.
As garotas que completaram uma tarefa envolvendo habilidades lingüísticas demonstraram maior atividade em áreas cerebrais envolvidas especificamente na decodificação da língua, e que decifram informações de maneira abstrata. Já os meninos mostraram bastante atividade em regiões cerebrais ligadas ás funções visuais e auditivas, dependendo do jeito com que as palavras eram apresentadas durante o exercício.
Apesar de informações lingüísticas irem diretamente para o local onde se processam idiomas no cérebro feminino, os homens usam um maquinário sensorial para fazer boa parte do trabalho ao desemaranhar os dados. Por exemplo, durante uma aula, isso sugere que os meninos precisam aprender a língua tanto no aspecto visual (com um livro-texto) quanto no aspecto oral (uma exposição do professor) para realmente assimilar o assunto, enquanto as meninas podem aprender os conceitos por meio de qualquer um desses métodos.
Através do monitoramento da atividade cerebral de um grupo de crianças - 31 meninas e 31 meninos, de 9 a 15 anos de idade - e o uso de imageamento funcional por ressonância magnética, a equipe conseguiu apontar as diferenças entre os sexos. Enquanto isso, os participantes também realizavam tarefas relacionadas à linguagem. Nos exercícios, duas palavras eram mostradas ou ditas para as crianças; elas tinham que determinar se a dupla de palavras era escrita de maneira similar (omitindo a primeira consoante, como em "pina" e "tina") e se rimava (como em "gato e "pato"). Em alguns dos casos, as palavras, como por exemplo "jazz", não se encaixavam sob nenhum critério.
Segundo o co-autor do estudo, Doug Burman, pesquisador associado no departamento de ciências e transtornos da comunicação da Northwestern University, a equipe constatou maior atividade nas chamadas "áreas de linguagem" nos cérebros das meninas que entre os meninos. As áreas incluíram o giro temporal superior (envolvido na decodificação de palavras ouvidas), o giro frontal inferior (ligado ao processamento de palavras) e o giro fusiforme, que ajuda a soletrar e determinar o significado das palavras. A ativação das últimas duas estruturas, em particular, pareceu estar ligada à maior precisão das garotas no idioma. Burman adianta que a próxima pesquisa será para saber se essa habilidade das meninas diminui com a idade, o que ressalta pesquisa anteriores que sugeriam que o ritmo mais lento dos meninos no aprendizado de idiomas desaparece na idade adulta.
Notícia retirada da fonte:Scientific American Brasil
Por Carla Destro para RedePsi