Fonte: Viver Mente e Cérebro
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domingo, 24 de abril de 2011
Interrupções prejudicam memória de curto prazo em idosos
Fonte: Viver Mente e Cérebro
Tamanho do cérebro pode estar relacionado a desenvolvimento de Alzheimer
Washington (EUA) - Uma pesquisa traz esperança para a prevenção do mal de Alzheimer. Pesquisadores da Escola Médica de Harvard observaram por um período de sete a onze anos o cérebros de diversos voluntários. Eles não apresentavam nenhum tipo de problema de memória no início do estudo.
Comparação entre o cérebro sadio (esquerda) e o com Alzheimer (direita) | Foto: Reprodução Internet
De acordo com a conclusão da pesquisa, divulgada nesta semana em uma revista da Academia Americana de Neurologia, 55% dos voluntários que tinham cérebros menores no início da pesquisa desenvolveram a doença. Enquanto isso, nenhuma pessoa do grupo de pessoas com tamanhos maiores avançou para o quadro de enfermidade. O Alzheimer também avançou em 20% dos colaboradores que tinham cérebros considerados de tamanho médio.
Desta forma, os pesquisadores concluíram que pessoas com cérebros menores têm três vezes mais propensão a desenvolver o Alzheimer os 10 anos seguintes do que aqueles com áreas maiores. Assim, o estudo pode contribuir para a prevenção da doença.
Fonte: O Dia
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Uma infecção pode duplicar a perda de memória na doença de Alzheimer
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Fumantes de meia idade correm mais risco de demência
Pessoas de meia idade que fumam regularmente e são também diabéticas ou sofrem de pressão alta tem muito mais propensão a desenvolverem mal de Alzheimer ou outras formas de demência, segundo um estudo publicado pelo Jornal Britânico de Neurologia, Neurocirurgia e Psiquiatria.
Fumantes com idades entre 46 e 70 anos aumentam em até 70% os riscos de desenvolverem perda de memória crônica. Os diabéticos e fumantes mais do que dobram os riscos de terem demência por causa da sua condição, enquanto fumantes com pressão alta aumentam em 60% seus riscos em comparação com pessoas sãs, conforme explica um artigo do jornal The Guardian.
A pesquisa britânica aconselha que os fumantes de meia idade devem deixar imediatamente o hábito e mudar seu estilo de vida para ajudar no controle das duas condições médicas, a fim de diminuir os riscos de sucumbirem a doenças de desgaste mental incuráveis.
O estudo não encontrou evidências de relação entre obesidade e colesterol alto com demência.
Em declaração ao jornal The Guardian, Neil Hunt, diretor da Alzheimer Society, afirmou que "a demência é um dos maiores medos das pessoas em idades mais avançadas, mas poucas percebem que existem coisas que podem ser feitas para reduzir o risco de desenvolver esta condição devastadora".
"Este estudo fortalece as evidências de que um coração saudável significa um cérebro saudável", acrescentou.
fonte: Terra
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Cafeína pode ser útil no tratamento da Doença de Alzheimer
Nos últimos tempos, sucedem-se os estudos demonstrando o efeito protector da cafeína em relação ao desenvolvimento de Alzheimer, uma doença neurodegenerativa sem cura. Tudo começou em 2002, com a publicação de um artigo de dois investigadores portugueses. Esta é a história desse artigo pioneiro, no 'European Journal of Neurology'
Um estudo publicado esta semana no Journal of Alzheimer Disease mostra que uma dose de cafeína equivalente a cinco chávenas diárias de café permite reduzir significativamente, no cérebro e no sangue de ratos idosos com Alzheimer, os níveis da proteína ligada à doença, diminuindo também os seus sintomas. Este é só o último de uma série de estudos nesta área, que se iniciaram no final da década de 90, pela mão de dois portugueses: Luís Maia e Alexandre Mendonça. Um pioneirismo que tem uma história e cujo futuro parece promissor.
Psicólogo de formação, Luís Maia decidiu fazer no final da década de 90 um mestrado diferente. Rumou à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e foi aceite no mestrado de neurociências. Sob a orientação de Alexandre Mendonça, neurologista e especialista em doenças neurodegenerativas no Hospital de Sta. Maria, em Lisboa, o hoje professor e investigador da Universidade da Beira Interior lançou-se numa investigação que acabou por um abrir um novo caminho.
"Em 1999 saiu um artigo de cientistas norte-americanos, no qual se relatava um efeito neuro-protector da nicotina na doença de Parkinson", contou ao DN Luís Maia. Por essa altura, estavam também a ser desenvolvidos estudos para se perceber que factores poderiam ser neuroprotectores no envelhecimento. As xantinas, substâncias-primas da cafeína, tinham bons resultados em ensaios clínicos, em alguns países, e deste contexto surgiu a ideia de estudar a cafeína - um dos produtos "mais consumidos do mundo", sublinha Luís Maia -, em relação à doença de Alzheimer.
"Lembrámo-nos de trabalhar com os doentes do Serviço de Neurologia do Hospital de Sta. Maria, olhando para a sua história de vida, e tentar perceber se a cafeína podia ser isolada como factor neuroprotector da doença", conta.
A pergunta era arriscada e o resultado poderia ter sido negativo. Mas o que aconteceu foi o contrário. "Utilizámos uma metodologia muito refinada, o estudo de caso- -controlo emparelhado", explica o psicólogo.
Durante um ano, foram avaliados 72 doentes de Alzheimer e comparados com 72 pessoas saudáveis com características de género, sociodemográficas, de idade e de escolaridade idênticas. "Para encontrarmos as pessoas tivemos de contactar mais de 150", lembra o investigador.
Os resultados compensaram. Comparando a ingestão de café dos doentes nos 20 anos que antecederam o diagnóstico, com o mesmo período nas pessoas saudáveis, e também no pós-diagnóstico para os primeiros e no mesmo período para os saudáveis, verificou-se que os saudáveis haviam ingerido mais do dobro do café no primeiro período considerado, e quase o quádruplo no segundo. Conclusão: quem não consome café tem um risco acrescido em 40% de desenvolver a doença de Alzheimer.
Estava aberto caminho a novos estudos. Alexandre Mendonça continua a desenvolver investigação na área. Luís Maia continua a trabalhar em doenças neurodegenerativas. Mas, cafeína, só nas duas a três chávenas que bebe todos os dias.
fonte: DN Ciência
Habilidade linguística protege contra Alzheimer
Os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, destacam que os cientistas há muito se perguntam por que algumas pessoas com placas e emaranhados no cérebro – características do Alzheimer – tem suas habilidades mentais intactas durante toda a vida.
No novo estudo, os cientistas avaliaram amostras do cérebro de 38 freiras católicas falecidas – dez com doença de Alzheimer assintomática no momento da morte, dez que tinham manifestação da doença, cinco com distúrbio cognitivo leve e 13 sem problemas cognitivos ou lesões cerebrais – e a redação de 14 delas, escritas quando tinham cerca de 20 anos de idade.
Segundo os autores, as redações da juventude daquelas que tinham a doença sem manifestação dos sintomas eram mais densas em ideias (média de ideias expressas a cada dez palavras), em comparação com os textos das freiras que acabaram tendo doença de Alzheimer ou problema cognitivo leve. Mas não houve diferenças significativas na complexidade gramatical entre as redações.
Além disso, as análises indicaram que as freiras do primeiro grupo – que apresentavam as características da doença, mas não manifestavam sintomas – tinham neurônios maiores, com maiores núcleos e nucléolos, do que aquelas com distúrbio cognitivo leve. E aquelas com a doença de Alzheimer manifesta apresentaram um "encolhimento" dos neurônios em relação ao grupo controle.
Os pesquisadores destacam que o estudo mostra a capacidade do cérebro de se adaptar e se modificar para compensar a doença. "É possível que os neurônios se tornem maiores para compensar o dano feito pelas proteínas tóxicas produzidas na doença de Alzheimer", explicam os autores. "Enquanto o núcleo e o nucléolo da célula podem aumentar porque eles fazem mais DNA e RNA para reparar esse dano", concluem.
Embora o estudo seja pequeno, os cientistas revelam estarem fascinados com a possibilidade de as habilidades mentais aos 20 anos de idade indicarem a capacidade de o cérebro resistir a certas doenças neurodegenerativas mais tarde. Porém, mais estudos são necessários para confirmação.
fonte: GazetaWeb
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Como manter habilidades cognitivas na terceira idade
Envelhecer não implica necessariamente na perda da função cognitiva. Um novo estudo, publicado na edição de junho da Neurology, revelou que características e hábitos de vida e cuidados com a saúde estão fortemente associados à manutenção das capacidades intelectuais de idosos.
Durante oito anos pesquisadores acompanharam 2.500 pessoas com idades entre 70 e 79 anos, e as submeteram a vários testes de habilidades cognitivas, sendo que muitos dos participantes já apresentavam declínio na função cognitiva. Durante a pesquisa, 53% dos voluntários apresentaram declínio considerado normal conforme envelheciam e 16% mostraram prejuízo cognitivo mais acentuado. No entanto, 30% dos participantes não apresentaram mudanças em seu desempenho nos testes ao longo dos anos. Os pesquisadores examinaram então quais fatores diferenciam as pessoas que mantiveram as habilidades cognitivas das que perderam algumas habilidades.
Idosos que se exercitam pelo menos uma vez na semana, possuem no mínimo ensino médio completo, um bom nível de instrução, não fumam e levam uma vida social ativa são mais propensos a manter a função cognitiva na velhice.
Para a autora do estudo Alexandra Fiocco, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, muitos dos hábitos prejudiciais podem ser mudados. Segundo ela, descobrir fatores associados à manutenção da cognição que favorecem ou retardam o início da demência faz com que as próprias pessoas se responsabilizem, ao menos em parte, pela qualidade de seu processo de envelhecimento. "Além disso, esses resultados podem ajudar a entender os mecanismos envolvidos no envelhecimento saudável", afirma a pesquisadora.
fonte: O Pantaneiro
Habilidade linguística protege contra Alzheimer
Os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, destacam que os cientistas há muito se perguntam por que algumas pessoas com placas e emaranhados no cérebro – características do Alzheimer – tem suas habilidades mentais intactas durante toda a vida.
No novo estudo, os cientistas avaliaram amostras do cérebro de 38 freiras católicas falecidas – dez com doença de Alzheimer assintomática no momento da morte, dez que tinham manifestação da doença, cinco com distúrbio cognitivo leve e 13 sem problemas cognitivos ou lesões cerebrais – e a redação de 14 delas, escritas quando tinham cerca de 20 anos de idade.
Segundo os autores, as redações da juventude daquelas que tinham a doença sem manifestação dos sintomas eram mais densas em ideias (média de ideias expressas a cada dez palavras), em comparação com os textos das freiras que acabaram tendo doença de Alzheimer ou problema cognitivo leve. Mas não houve diferenças significativas na complexidade gramatical entre as redações.
Além disso, as análises indicaram que as freiras do primeiro grupo – que apresentavam as características da doença, mas não manifestavam sintomas – tinham neurônios maiores, com maiores núcleos e nucléolos, do que aquelas com distúrbio cognitivo leve. E aquelas com a doença de Alzheimer manifesta apresentaram um "encolhimento" dos neurônios em relação ao grupo controle.
Os pesquisadores destacam que o estudo mostra a capacidade do cérebro de se adaptar e se modificar para compensar a doença. "É possível que os neurônios se tornem maiores para compensar o dano feito pelas proteínas tóxicas produzidas na doença de Alzheimer", explicam os autores. "Enquanto o núcleo e o nucléolo da célula podem aumentar porque eles fazem mais DNA e RNA para reparar esse dano", concluem.
Embora o estudo seja pequeno, os cientistas revelam estarem fascinados com a possibilidade de as habilidades mentais aos 20 anos de idade indicarem a capacidade de o cérebro resistir a certas doenças neurodegenerativas mais tarde. Porém, mais estudos são necessários para confirmação.
fonte: GazetaWeb
terça-feira, 7 de julho de 2009
Estudo sugere cafeína como forma de combater Alzheimer
A cafeína reduziu de forma significativa os níveis anormais de proteína beta-amilóide --um dos principais responsáveis do Alzheimer-- no cérebro e no sangue dos ratos, segundo cientistas da Universidade do Sul da Flórida, que publicam os resultados de seu estudo na versão digital do "Journal of Alzheimer's Disease".
"Este é um dos experimentos mais promissores sobre o Alzheimer em ratos até o momento", disse Huntington Potter, diretor do Centro de Pesquisa do Mal de Alzheimer (ADRC, em inglês) da Flórida.
Segundo o autor principal do estudo, o neurocientista Gary Arendash, do ADRC, "a descoberta é uma evidência de que a cafeína pode ser um tratamento viável para o mal de Alzheimer, e não simplesmente uma estratégia protetora".
Agora, os cientistas do ADRC e do Centro Byrd da Universidade da Flórida esperam poder realizar testes clínicos para avaliar se a cafeína pode beneficiar pessoas com transtornos cognitivos leves ou em uma fase adiantada do Alzheimer.
A equipe já pôde comprovar que uma única dose de cafeína reduz, em humanos, os níveis de beta-amilóide no sangue, mas seria necessário um estudo com prazo maior --seis meses, pelo menos-- para avaliar se melhora a memória em pacientes com Alzheimer.
O cientista afirma que não duvidaria em recomendar às pessoas que não têm hipertensão e que não estão grávidas uma dose diária de 500 miligramas de cafeína, preferivelmente em forma de café ou comprimidos. Essa dose equivale a cerca de cinco xícaras de café.
Fonte: BOL Notícias
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Pesquisadores identificam proteína que danifica memória
Os cientistas desvendaram uma nova pista para a causa do mal de Alzheimer. O cérebro das pessoas com a memória "roubada" pela doença é atravancado por uma placa de beta-amilóide, uma proteína pegajosa. Por isso, uma questão que existe há muito tempo é se ela causa a doença ou é um efeito colateral dela.
Para investigar o assunto, pesquisadores injetaram três tipos diferentes de beta-amilóide solúvel em ratos e descobriram que apenas um deles causava sintomas da doença. Um tipo insolúvel também foi injetado e não provocou efeito.
A descoberta foi feita por uma equipe liderada por Ganesh Shankar e Dennis Selkoe, da Escola de Medicina da Universidade Harvard, e publicada na edição online da revista "Nature".
O segundo tipo de beta-amilóide solúvel injetado causou prejuízo na memória dos ratos, especialmente em comportamentos recém-aprendidos. Esse beta-amilóide parece ter afetado as sinapses, conexões entre células que são essenciais para a comunicação entre elas.
A pesquisa, pela primeira vez, mostra o efeito de um tipo particular de beta-amilóide no cérebro, disse Marcelle Morrison-Bogorad, diretora da divisão de neurociência no Instituto Nacional de Envelhecimento, que ajudou no estudo. Para ela, foi uma surpresa descobrir que apenas um dos tipos de beta-amilóide causava prejuízos.
Segundo a pesquisadora, a descoberta pode ajudar a explicar porque algumas pessoas com beta-amilóide no cérebro não apresentam os sintomas do mal de Alzheimer. Agora, a questão que permanece é porque um tipo causa danos e os outros não. "Muito trabalho ainda precisa ser feito", disse ela.
fonte: Folha On Line
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Aspirina diminuiria risco de Alzheimer
- O uso regular de aspirinas e outros medicamentos contra a dor pode diminuir o risco das pessoas desenvolverem Alzheimer. A afirmação é de estudo publicado nesta quarta-feira na revista Neurology.
Pesquisadores da Universidade John Hopkins, na cidade americana de Baltimore, analisaram dados de seis estudos sobre 13.499 pessoas, dividas em grupos que receberam ou não as drogas. Entre aquelas que tomaram remédios como aspirina, ou com os princípios ativos buprofeno e naproxeno, o risco de desenvolver a doença foi 23% menor.
Embora os diferentes tipos de drogas contra a dor tenham propriedades variadas, elas tiveram essencialmente a mesma ação na redução do risco, disseram os pesquisadores. Eles alertam, porém, que o uso dessas drogas para precaver a doença não deve ser feito até que novos estudos sejam realizados.
O Alzheimer é uma das doenças degenerativas mais comuns em pessoas idosas.A ciência ainda tenta entender suas causas e de que fatores de risco podem ser eliminados.
fonte: Veja
terça-feira, 20 de maio de 2008
Pesquisa descobre que peçonha de aranha do cerrado pode barrar os efeitos do Mal de Alzheimer
Uma substância do veneno da aranha Parawixia bistrato, comum na América do Sul e típica da regiões de cerrado, pode combater a evolução do Mal de Alzheimer e de outras doenças degenerativas. A descoberta, feita por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, não significa ainda a cura da "epidemia silenciosa", mas é considerada uma das mais significativas dos últimos 30 anos.
A molécula usada nos testes com ratos pelos professores Joaquim Coutinho-Netto, da Faculdade de Medicina, e Wagner Ferreira dos Santos, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, foi isolada da peçonha da aranha pela doutorada Andréia Fontana. Chamada de Parawil
"Não é nada que cura totalmente, mas poderá diminuir a extensão da lesão", disse Santos. O professor, que estuda o uso prático de venenos naturais há 14 anos, disse que a aranha do estudo foi escolhida por ser ainda pouco pesquisada e por ter o hábito de caçar insetos paralisando a presa.
Segundo ele, paralisar o inseto indica, do ponto de vista molecular, que a aranha conseguiu interromper um composto químico, chamado glutamato, de agir como neurotransmissor – o que impediria um gafanhoto de saltar após a injeção do veneno, por exemplo. "Esse composto age de forma semelhante no nosso cérebro, mas quando o glutamato está em excesso, ele lesiona a célula, a ligação é que se o veneno pode paralisar o glutamato do inseto, ele também paralisaria essa substância no cérebro", afirmou Santos.
Nos testes laboratoriais, a molécula Parawixia 1 foi injetada de forma isolada e agiu como um aspirador do glutamato nas células com problemas – o efeito neuroprotetor foi divulgado este ano em duas publicações internacionais. A próxima etapa da pesquisa que será realizada pelos professores Leonardo Gobbo Neto e Norberto Lopes, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, deve definir a estrutura da molécula para que ela possa ser patenteada e sintetizada.
BUROCRACIA
Os resultados sobre a parawixia 1 são fruto de dez anos de pesquisa, mas a descoberta pode ser perdida para laboratórios internacionais devido a burocracia interna. A molécula não pôde ser patenteada no país por causa da lei brasileira, que proíbe a patente de produto da biodiversidade nacional e, por isso, será preciso primeiro encontrar a estrutura da substância para que essa possa ser patenteada.
A falta de investimento também preocupa especialistas da área. Segundo Paulo Fernandes Formiguieri, médico assistente das disciplinas de clínica médica geral e geriatria do Hospital das Clínica de Ribeirão Preto (HC), o Brasil é considerado celeiro de pesquisas básicas – as que vão até a fase com animais – mas raramente consegue se chegar à pesquisa clínica.
A grande questão é que qualquer droga, até que se prove que é segura e eficaz, tem que passar por uma série de estudos, que levam de cinco a dez anos, e isso implica em dinheiro para desenvolver material de ponta", disse Formiguieri.
Para Santos, que já teve recursos para outra pesquisa promissora – a de um analgésico mais potente que a morfina, feito a partir do veneno de um tipo de vespa – negados, o medicamento para Alzheimer depende de critérios relativos de aprovação.
"Agora a universidade, a partir da reitoria, intensificou um escritório para agilizar patentes, vamos ver se vai dar certo", disse o professor.
fonte: O Progresso
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Estudo diz que solitários têm o dobro de risco de Alzheimer
Mais de 800 pacientes idosos participaram da pesquisa. A saúde de cada um deles foi acompanhada durante o período de quatro anos. Foi avaliado também, através de questionários anuais, o grau de isolamento de cada um. Com base nas respostas, os pesquisadores davam notas para os participantes, de acordo com seu "grau de solidão". Entre as opções de respostas, algumas eram "sinto uma sensação geral de vazio" e "me sinto freqüentemente abandonado". Também foi verificado se os participantes do estudo apresentavam sinais de demência e mal de Alzheimer.
Autópsias realizadas em 90 pacientes que morreram durante o estudo encontraram sinais fisiológicos associados ao mal de Alzheimer, tais como depósitos de proteína em volta de células nervosas. A equipe descobriu também que o risco de desenvolver a doença aumentou consideravelmente entre os participantes que tinham notas mais altas na tabela de "grau de solidão". O risco aumentava em 51% a cada ponto da tabela. Os que apresentavam a nota máxima - de 3,2 - tinham 2,1 vezes mais risco de desenvolver o mal em comparação com os que tinham a nota mais baixa - de 1,4.
Quando os pesquisadores se concentraram em fatores de isolamento social, como por exemplo o tamanho da rede social do paciente, o resultado não foi muito diferente. No entanto, não foi possível associar solidão e a patologia cerebral ligada ao mal de Alzheimer.
Segundo o chefe da pesquisa, Robert Wilson, os resultados descartam a possibilidade de que a solidão seja uma reação demência. Pode ser que a solidão afete sistemas no cérebro que lidam com a obtenção de conhecimento e a memória, tornando as pessoas sozinhas mais vulneráveis aos efeito da deterioração das vias neurológicas ligadas à idade avançada.
fonte: Rede Psy
Depressão está associada à mal de Alzheimer
Pesquisadores iniciaram o estudo com 486 homens e mulheres que não tinham demência, acompanhando-os por um período médio de seis anos. Um total de 134 pessoas reportou histórico de depressão. Durante o período de estudo, 44 desenvolveram demência; desses, 33 desenvolveram o mal de Alzheimer.
Pessoas que relataram episódios de depressão antes dos 60 anos tiveram quase 4 vezes mais chances de desenvolver a doença de Alzheimer em relação aos que não relataram nenhum sintoma depressivo. Aqueles que relataram depressão depois dos 60 tiveram mais que o dobro de chances de desenvolver a doença de Alzheimer em relação àqueles que não relataram.
"Quando melhor entendermos a ligação entre depressão e o mal de Alzheimer, maiores esclarecimentos teremos sobre a causa da doença", disse Drª. Monique M. B. Breteler, autora responsável pelo estudo. "Isso pode nos ajudar a desenvolver terapias mais racionais".
Breteler é professora de neuroepidemiologia do Erasmus Medical Center em Roterdã, na Holanda.
Os autores reconhecem que dependem de relatos das próprias pessoas sobre depressão, e que algumas pessoas que sofreram depressão leve podem ter sido classificadas erroneamente como não tendo histórico depressivo. Ainda assim, o tamanho da amostra, o projeto prospectivo e o acompanhamento completo trazem força considerável ao estudo, publicado em 8 de abril na revista "Neurology".
fonte: Badauê On Line
domingo, 18 de maio de 2008
Pessoas que roncam muito podem estar mais sujeitas a desenvolver o Mal de Alzheimer, dizem pesquisadores da Leeds University, na Grã-Bretanha.
Os cientistas demonstraram como vítimas de derrames podem estar sujeitas a desenvolver a condição, anos ou décadas após terem se recuperado integralmente.
Já se sabia sobre a associação entre o derrame e o Mal de Alzheimer. O estudo da Leeds University tenta explicar como isso acontece.
O coordenador do estudo, Chris Peers, da Faculdade de Medicina da Universidade de Leeds, explicou: "Nossa pesquisa está observando o que acontece quando níveis de oxigênio no cérebro são reduzidos por uma série de fatores".
"Condições de longo prazo como efisema ou angina, incidentes repentinos como ataques cardíacos, derrames ou mesmo trauma na cabeça."
Segundo o especialista, mesmo que o paciente aparentemente esteja completamente recuperado, o dano celular pode ser irreversível.
"Isto pode ser significativo até para pessoas que roncam muito, cujos padrões de sono sejam tais que durante a noite haja momentos em que seu cérebro fica hipóxico - ou deprivado de exigênio suficiente".
"Pode ser qualquer coisa que impeça o coração e os pulmões de trabalhar juntos".
A pesquisa se concentrou nos danos causados sobre um grupo de células chamadas astrócitos durante situações de baixa oxigenação.
Quando o cérebro está funcionando normalmente, faz conexões através da liberação de minúsculas quantidades de substâncias químicas nas sinapses (pontos onde as extremidades de neurônios vizinhos se encontram).
Os resíduos químicos são "varridos" por células conhecidas como astrócitos.
A equipe da Universidade de Leeds mostrou que se em algum momento os astrócitos ficaram hipóxicos, ficam menos capazes de varrer essas substâncias químicas, que se acumulam e tornam-se tóxicas.
"Os astrócitos são tão essenciais como os neurônios para as funções normais do cérebro - e temos dez vezes mais (astrócitos do que neurônios)", disse Peers.
A especialista Susanne Sorensen, chefe de pesquisas da Alzheimer's Society, disse que o estudo é importante.
"A equipe examinou o papel de células que dão suporte aos neurônios no cérebro. Isto é interessante porque ao invés de se concentrar nos neurônios, eles observaram processos no cérebro que até então não tinham sido estudados detalhadamente".
O Mal de Alzheimer é uma doença que afeta o cérebro e para a qual não existe cura.
Ela pode levar 30 anos para se desenvolver.
A partir dos 65 anos de idade, as chances de se desenvolver a doença dobram a cada cinco anos.
Dieta rica em ômega-3 'reduz risco de Alzheimer'
A doença degenerativa atinge principalmente idosos
Uma dieta rica em ômega 3 pode reduzir o risco de Alzheimer e outras formas de demência em 60%, de acordo com um estudo publicado pela revista da Academia Americana de Neurologia, Neurology.
Os pesquisadores estudaram os hábitos alimentares de mais de 8 mil homens e mulheres com mais de 65 anos nas cidades francesas de Montpellier, Dijon e Bordeaux ao longo de 4 anos.
No início do estudo, nenhum dos entrevistados apresentava sinais de problemas neurológicos, mas no fim da pesquisa 183 participantes desenvolveram Mal de Alzheimer e 98 tinham outros tipos de demência.
Os acadêmicos concluíram que as pessoas que consumiam regularmente óleos ricos em ômega 3, como óleo de canola, óleo de linhaça e óleo de nozes, tinham o risco de contrair Alzheimer reduzido em 60% em comparação com as que não ingeriam esses óleos.
Frutas, vegetais e peixes
Os participantes que tinham uma dieta rica em frutas e vegetais também reduziram o risco de apresentar demência em 30% em relação àqueles com uma dieta menos saudável.
O consumo de peixe ao menos uma vez por semana também foi apresentado como um fator importante, diminuindo o risco de demência em 40% e de Alzheimer em 35%, mas apenas em participantes que não tinham uma predisposição genética às doenças.
"Levando em consideração que a maioria das pessoas não têm o gene ApoE4 (que aumenta o risco de Alzheimer), esses resultados têm importância considerável em termos de saúde pública", disse um dos autores do estudo Pascale Barberger-Gateau.
"No entanto, é necessário aprofundar essa pesquisa para que se identifique a quantidade e a combinação ideais de nutrientes antes de implementar recomendações nutricionais", explicou ele.
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